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A ORIGEM

Olhando rapidamente o mundo de Awnya, facilmente o confundimos com o nosso. Suas florestas, os relevos, o mar, o céu, enfim, toda a natureza e os seres vivos que nele habitam, lembram em demasia tudo o que aqui vemos. Todavia, não se engane, a verdade é que se trata de um universo muito distinto do que estamos acostumados. A começar pela sua gênese…
Em tempos imemoriais, iniciou-se uma linda e infinita história de amor. Em algum momento do espaço-tempo no plano dos deuses, dois jovens deuses se apaixonaram perdidamente. O jovem deus era Dórius, o deus guerreiro da causa justa, mais conhecido como o Deus Paladino. Já a jovem deusa era Awnya, a deusa da paz, do amor e da fertilidade, mais conhecida como a Deusa Mãe.
Nos campos floridos dos planos superiores os deuses consumaram seu grande amor, se unindo para a eternidade. Como presente para a sua amada, Dórius pegou um punhado de areia do plano superior e dele fez um corpo celestial. Homenageando sua amada chamou este novo mundo de Awnya.
Mas este presente ainda não estava pronto. Dórius deu um mundo vazio. Um grande globo de terra com montanhas, areia e pó. Assim, ao presenteá-la, o Deus Paladino alertou que apenas o amor era capaz de criar a vida e que todos aqueles que lá nascessem seriam seus filhos, devendo, pois, amá-los assim como eles se amavam.
Feito o alerta, a Deusa com o seu infinito amor criou as florestas, os rios, os oceanos, trouxe os ventos, fertilizou as terras e, por fim, povoou o mundo com seres vivos de todas as espécies. Surgindo assim os primeiros awnyanos.
Feliz com o presente, a grande Deusa visitava constantemente aquela terra, até que um dia a paz entre os deuses ficou abalada.
O Deus da guerra e da matança se uniu à Deusa do caos para ocupar todos os mundos e infestá-los com suas mentes doentias. Fazendo isso, ganhariam poder e poderiam enfrentar o Deus superior, o Deus dos Deuses. Esta investida foi o gatilho inicial para a primeira guerra celestial.
Dórius, como deus guerreiro da causa justa, não poderia ficar de fora da frente que combateria o Caos e rumou para a guerra. Awnya, tentou impedir a todo custo a saída de seu amado, porém, sem sucesso.
Enquanto a guerra se espalhava, a Deusa Mãe desceu à Awnya e o encheu com o seu amor e misericórdia, protegendo-o da ameaça do mal. Contudo, sozinha, pouco pôde fazer para protegê-lo da invasão da Deusa da Maldade e da Destruição. Sua presença pestilenta corrompeu os homens, desfigurou animais e destruiu vegetações. Não bastasse o estrago feito, abriu um buraco no chão e dele fez brotar as primeiras aberrações em solo awnyano.
Em resposta aos ataques, a Deusa Mãe convocou os primeiros homens para defender o mundo. Estes, feitos de seu amor e da fibra do Deus Paladino, se mostraram fortes e determinados a esmagar o mal.
Todavia, os danos eram irreversíveis, Awnya estava povoada de monstros…
A guerra na terra dos homens só veio ter seu fim quando Dórius retornou da batalha dos deuses e expulsou a Deusa da Maldade e da Destruição. Para conter entrada de novas aberrações no mundo, Dórius separou do continente a terra que tinha o buraco do mal e o transformou em uma ilha isolada. Até hoje a ilha é sempre noite, onde o caos e a degradação reinam.
Para proteger o mundo de novas ameaças, a Deusa Awnya criou um selo divino no céu. Este que pode ser visto por todos os seus filhos, para que se lembrem que sua mãe está sempre velando por suas vidas. O selo é uma constelação em forma de “A” que sempre aponta para o norte.
E desde então, o mundo tem evoluído, gerando heróis e vilões, desafiando os awnyanos em uma constante batalha entre a paz de sua gênese e maldade que corrompeu os corações frágeis na aurora de sua existência.